quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Contra o assédio agressivo e o perigo do puritanismo assexualizado



Por Wyattx


Ando muito preocupado.

Por quê?

Porque gosto de ver mulheres voluptuosas, seminuas ou nuas. Gosto do erótico, do pornô e do fetiche.

E eu sou homem hétero.
Não estou falando isto para terem pena de mim, pois nós homens somos o gênero dominante e como tal, por nosso privilégio, somos compelidos a nos impor diante de nosso sexo oposto, ou seja, mulheres héteros. Não bastasse isso, muitos de nós aproveitamos nossa posição e é aí que vem o abuso.
 Se a mulher esta com um traje sensualizado tipo uma saia curta ou um decote que chama a atenção, o homem macho tenta se aproximar e até tocar nela com ou sem sua permissão.
E como as mulheres se sentem? Diminuídas, humilhadas, usadas... E então se fecham, se cobrem e repudiam nosso modo de cortejá-las.
 E quando elas protestam e denunciam sobre nossos abusos, não estão fazendo “mimimi” estão fazendo valer seu direito de indivíduos e lutam por isso faz décadas.
Novamente penso aonde isso vai nos levar.
Neste criativo episódio de Rick e Morty mostra uma sociedade onde os homens são criaturas bestiais e violentas e as mulheres são telepatas super inteligentes que usam robôs fêmeas para se reproduzirem com os machos aos quais elas repudiam.

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Em Hollywood não param de vir denúncias contra atores, diretores e produtores... Sem falar dos casos do cotidiano em que homens chegam a ejacular em cima das mulheres em lugares públicos.
Oprah Winfrey durante a premiação do Globo de Ouro de 2018, fez um inspirado discurso onde abordou a diversidade de genero e racial e também sobre os casos de assédios que andam assolando Hollywood, o evento também contou com outros protestos.
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Será que nós homens estamos perdendo o controle de nossos impulsos sexuais? Ou estamos tão soberbos em nossa posição patriarcal que não medimos conseqüências?


Seja como for, irei repetir o que disse em outra ocasião: O assédio agressivo sem consentimento vai contra o sexo, erotismo e o amor.

Prejudica a cultura do sexo e da beleza feminina e força um seguimento anti – objetificação feminino mais duro entre as feministas e homens intelectuais simpatizantes.   


 Em outras palavras meus amigos se quiserem ver nossas musas em trajes de banho, calças justas e mini-saias, temos que sossegar o facho!!
 
 OLHE E NÃO TOQUE, só porque ela esta com aquele calção pequeno que chega aparecer parte das nádegas, não quer dizer que você deve meter a mão (ou alguma outra parte do corpo) onde não se deve.

  ELOGIE COM EDUCAÇÃO, deixe o “gostosa” e outros termos para intimidade ou entre amigos.

Sim, há mulheres que talvez gostem de serem bolinadas ou chamadas de gostosas, mas todo cuidado é pouco, pois hoje em dia, neste mundo polarizado, as pessoas se ofendem com mais facilidade.

Sem consentimento, não dá! Simples assim.




As mulheres não se sentirão a vontade em andarem com roupas sensuais se nós homens as forçamos, humilhamos e intimidamos. Ser educado não é sinal de timidez, medo ou “fraqueza”, se elas querem algo mais, que digam. A questão aqui é ter educação e aceitar a rejeição.
Sei que minha preocupação é exagerada até o momento, mas pensem bem, se a situação perder o controle, algumas mulheres chegarão ao ponto de retirarem tudo o que nos atraem fisicamente nelas. Sem decotes, sem bum-bum, sem maquiagem... Vão se cansar de ser sexys.
 
A atriz Catherine Deneuve e outras 99 mulheres estudiosas na França temem que movimentos Anti-Assédio pode prejudicar a liberdade sexual... Será? 
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Para colaborar com esta minha preocupação, andei lendo que há um pequeno grupo de mulheres na França que acha que campanhas anti-assédio podem fortalecer grupos puritanos e reprimir a liberdade sexual. Acho que é nesse ponto faz muito sentido, pois você tem um movimento legítimo como o “#metoo” que pode beneficiar num ponto, mas prejudicar em outro se não houver o cuidado para não virar algo totalitário e até revanchista.

 Concluindo, as pessoas andam ganhando voz e espaço para discutirem os problemas da nossa sociedade e eu apenas quero que depois disso tudo tenhamos a nossa liberdade de admirar e cortejar uma bela e escultural dama ao passar pela rua.



domingo, 31 de julho de 2016

The movement "heroines without neck" and why it worries me


Before you say anything, I know that pop / culture nerd / geek is sexist. The space given to the female audience is insignificant to mention that in the course of history there have been very few heroines prominently.

Times change, the industry was realizing this and started to open the space for them as we see in movies like Mad Max: Fury Road, Star Wars: The Force Awakens, New Ghostbusters and The Hunger Games (based on a book) .

The good thing is that we have women as protagonists and with attitude, wins alone diversities without man, to come to save them from danger.
But for all this, women have to feel represented and seem not mere ornaments in the stories or sex objects.

With the help of social networks, they gain voices (not always women) and point out what is wrong with the image of women relationship both in film, TV and comic books. This started to generate debate of recantation women within the fictional universe.

 If it's all right, then why am I so concerned about this?

Before answering, I will make one thing clear: I like and do sexy heroines point.
What worries me is how far it will reach. At what time my work will become prohibited and rejected the point of just a neck appearing to be something extremely bad.
Or when to show a villain, even villain, hitting a heroin or doing something worse was cut stories not to impress the audience (even if said adults).

But the industry has the right to censor things that are not according to your policy is correct. But he referred me to another case that happened in the 50s that was endorsed by the public and my concern is that this be repeated in a new version hidden in an authentic right of representation.

Still think exaggeration in my concerns? 


See the Spider Woman image of the artist Milo Manara, an artist known for drawing sexy women, asked to draw a simple cover of heroin. It was heavily criticized for making mistakes anatomy and mainly to be appealing.

To make matters worse my "paranoia" saw change of magazine covers because of sexy uniform and change of dress characters considered sexy classic.


In a recent case, the artist Frank Cho complained that there was something "censorship" of his art in a VARIANT cover of Wonder Woman (see picture on top). The magazine writer Greg Rucka, considered ORDINARY image and showing VERY SKIN. Frank Cho could not have exposed this problem, but could be a better diplomacy, anyway.

I thought that was really something appealing, but to see the original image took me a few seconds to realize what was "vulgar".

I heard different opinions when I explained this matter. They said that this is so is the changing times. To criticize artists who portray women accusing appealing way to be ridiculing the woman.

This point makes me even more uneasy. "Making a villain" the artist why he likes to draw women sensually that does not apply to reality that both like to put in fiction shows how the public polemicizes what really do not like, even if it is something that you can easily be ignored.

Not because I like to do a half-naked character I want to disrespect all women in the world. Not because I do sex scenes with them, I want to dominate them or put them in their place. Not because drawing physically attractive women I despise and hard on yourself those that are not.

And I'm not one of those stupid men who are talking bad things to be more heroines in the middle of entertainment.

For people like me, women are like living goddesses, is our vision. If you like sex, what's wrong with that?

The major publishers and segments of the public want to make your new policy to add a more diverse audience, all right. I approve.
If you want to leave the Supergirl, Batgirl and Miss Marvel Behaved forms also approve and think lovely. But please leave the Powergirl in peace! The character can be sensual, but not without a strong and interesting personality.


 There is room for everything and if we want that such diversity, we really put into practice.

Despite all this I said, for now all is well in the current scene. But when I read about this, I'm really worried, because this strikes me as a creator and artist, even though beginner and independent.

As I said before, I like to see and draw sexy women and I want to do this in peace in the future.


sábado, 30 de julho de 2016

O movimento “heroínas sem decote” e o porquê isto me preocupa



Antes de dizer qualquer coisa, sei que a cultura pop/nerd/geek é machista. O espaço dado ao público feminino é pífio sem falar que no curso da história existiram muito poucas heroínas com destaque.

Os tempos mudam, a indústria estava percebendo isso e começou a abrir o espaço para elas como vemos em filmes como Mad Max – Estrada da fúria, Star Wars – O despertar da Força, As novas Caça Fantasmas e Jogos Vorazes (baseado em um livro).

O bom é que temos mulheres como protagonistas e com atitude, vence as diversidades sozinhas sem precisar de homem algum, até chegam a salvá-los dos perigos.

Mas para isso tudo, as mulheres tem que se sentir representadas e não parecerem meros enfeites nas histórias ou objetos sexuais.

Com a ajuda das redes sociais, elas ganham vozes (nem sempre de mulheres) e apontam o que está errado com relação da imagem da mulher tanto no cinema, na TV e nos quadrinhos. Isto começou a gerar debates da retratação feminina dentro do universo ficcional.

 Se está tudo certo, então por que estou tão preocupado com isso?

Antes de responder, vou deixar uma coisa clara: Gosto e faço heroínas sensuais, ponto.  

O que me preocupa é até onde isso vai chegar. Em qual momento meu trabalho se tornará proibido e rechaçado ao ponto de apenas um decote aparecendo seja algo extremamente ruim.
Ou quando mostrar um vilão, vilão mesmo, batendo numa heroína ou fazendo algo pior fosse cortado das histórias para não impressionar o público (mesmo se forem ditos adultos).

Mas a indústria tem o direito de censurar coisas que não são de acordo com sua política, é correto. Mas me remeteu a outro caso que aconteceu nos anos 50 que foi endossado por parte do público e minha preocupação é que isto se repita numa nova versão escondida num direito autêntico de representatividade.

Ainda acham que exagero em minhas preocupações? Vejam a imagem da Mulher Aranha do artista Milo Manara, um artista conhecido por desenhar mulheres sensuais, convidado a desenhar uma simples capa da heroína.  Foi fortemente criticado por errar anatomia e principalmente, por ser apelativo.

Para piorar minha “paranoia” vi mudança de capas de revistas por causa de uniforme sensual e a mudança de vestimenta de personagens consideradas sensuais e clássicas.

Num caso recente, o artista Frank Cho reclamou que houve uma espécie “censura” de sua arte numa capa VARIANTE da Mulher Maravilha (veja a imagem no topo). O roteirista da revista, Greg Rucka, considerou a imagem VULGAR e que MOSTRAVA MUITO A PELE. Frank Cho não poderia ter exposto esse problema, mas podia haver uma melhor diplomacia, enfim. 

Achei que realmente fosse algo apelativo, mas ao ver a imagem original demorei alguns segundos para perceber o que era “vulgar”.

Ouvi opiniões diversas, quando expus esse assunto. Disseram que é assim mesmo, é a mudança dos tempos. Até criticam artistas que retratam mulheres de forma apelativa acusando de estar ridicularizando a mulher.

Esse ponto me deixa ainda mais inquieto. “Vilanizar” o artista por que ele gosta de desenhar mulheres de forma sensual que não se aplica a realidade que tanto gostamos de colocar na ficção mostra como parte do público polemiza o que realmente não lhe agrada, mesmo se for algo que facilmente possa ser ignorado.

Não é porque gosto de fazer uma personagem seminua que eu quero desrespeitar todas as mulheres do mundo. Não é porque faço cenas de sexo com elas, que eu quero domina-las ou coloca-las em seu devido lugar. Não é porque desenho mulheres fisicamente atraentes eu despreze e recrimine as que não são.

E não sou desses homens imbecis que ficam falando coisas ruins sobre haver mais heroínas no meio do entretenimento.

Para pessoas como eu, mulheres são como deusas vivas, é a nossa visão. Se gostamos de sexo, qual o problema disso?  
  
As grandes editoras e seguimentos do público querem fazer sua nova política para agregar um público mais diverso, tudo bem. Eu aprovo.

Se querem deixar a Supergirl, Batgirl e a Miss Marvel de formas comportadas, também aprovo e acho adorável. Mas por favor, deixem a Powergirl em paz! A personagem pode ser sensual, mas não desprovida de uma personalidade forte e interessante.

 Há espaço para tudo e se quisermos essa tal de diversidade, devemos realmente pôr em prática. 

Apesar de tudo isso que eu disse, por enquanto está tudo bem no cenário atual. Mas, quando leio sobre esse assunto, fico preocupado mesmo, pois isto me atinge como criador e artista, mesmo sendo iniciante e independente. 
  
Como disse antes, gosto de ver e desenhar mulheres sensuais e quero fazer isto em paz no futuro.